sábado, 8 de março de 2014
Cartão vermelho para o racismo
A perda de três pontos do Esportivo no Campeonato Gaúcho, em virtude de atos de racismo, como o árbitro Marcio Chagas da Silva é muito pouco a ser feito. O poder público deve levar mais a fundo as denúncias da existência de um forte preconceito racial na região da Serra Gaúcha fruto da presença forte de emigrantes que ao contrário dos negros que chegaram ao Brasil na condições de escravos, receberam toda sorte de benesses para se instalarem no país, inclusive com a doação de terras. A contribuição do imigrante italiano, espanhol, alemão e de tantas outras nacionalidades é de grande importância para a diversidade cultural, social e econômica do Brasil, mas de forma alguma suplanta o trabalho do escravo negro como fator preponderante da formação da própria nacionalidade. O racismo é uma prática que deve ser condenada de forma veemente em todas as esferas da sociedade brasileira, inclusive nos estádios de futebol. Mas, do que a perda de pontos, é preciso a ação rápida e efetiva da ação policial, com a detenção - sem direito a fiança como determina a lei - dos responsáveis pelo crime de preconceito racial.
Em imitação do que lamentavelmente ocorre em alguns estádios europeus, a praga de hostilizar atletas negros começa a vingar no Brasil, conforme ocorreu com o volante Arouca, em partida do Campeonato Paulista, em um ato que atenta contra o próprio povo brasileiro constituído por uma imensa maioria negra (o Brasil é o país com maior número de negros no mundo, só perdendo para a Nigéria) que deve servir de orgulho nacional, sobretudo pela contribuição dada em diversas áreas, em especial a artística, entre elas o próprio futebol na figura de dois de nossos dois maiores gênios de todos os tempos: Pelé e Garrincha. (Recado do Repórter - www.agenciareporterdigital.com.br - Mauricio Figueiredo)
Assinar:
Postar comentários (Atom)


0 comentários:
Postar um comentário